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Due Diligence Imobiliária: Como Identificar Riscos Antes de Comprar um Imóvel?

10 de abr. de 2024
3 min de leitura

Atualizado: 22 de out.

Você encontrou o imóvel ideal, negociou o preço e está prestes a assinar o contrato. Mas será que conhece todos os riscos jurídicos envolvidos nessa aquisição?


Um imóvel pode aparentar estar regularizado e, ainda assim, apresentar problemas na matrícula, dívidas, restrições judiciais ou irregularidades na construção.


É justamente nesse momento que a due diligence imobiliária se torna importante.


Essa análise permite investigar a situação jurídica e documental do imóvel antes da conclusão do negócio, ajudando o comprador a tomar decisões mais conscientes.


O que é due diligence imobiliária?

Due diligence imobiliária é um procedimento de investigação jurídica e documental destinado a identificar riscos relacionados a um imóvel e às partes envolvidas na negociação.


A análise pode abranger a matrícula, os documentos de aquisição, a situação do vendedor, as certidões pertinentes, as condições urbanísticas e outros elementos relevantes.


É importante compreender que due diligence não é sinônimo de regularização imobiliária.


Enquanto a due diligence identifica problemas e avalia riscos, a regularização envolve as providências necessárias para corrigir as pendências encontradas, quando juridicamente possível.


Quais documentos devem ser analisados?

A documentação depende das características do negócio, mas algumas verificações são especialmente importantes.


Leia também: Descubra quais são os riscos de manter um imóvel irregular e conheça as principais alternativas para regularizar sua documentação.


1. Matrícula atualizada do imóvel

A matrícula permite verificar a titularidade, a descrição do bem e os atos registrados, incluindo eventuais penhoras, hipotecas, indisponibilidades e outras restrições.


Também é necessário conferir se as informações registrais correspondem ao imóvel que está sendo negociado.


2. Documentos e situação jurídica do vendedor

A análise não deve se limitar ao imóvel.


Dependendo do caso, é importante verificar a capacidade e a legitimidade de quem vende, o estado civil, a necessidade de outorga conjugal e a existência de processos ou restrições que possam representar riscos para a negociação.


3. Débitos e obrigações relacionados ao imóvel

Tributos municipais, despesas condominiais e outras obrigações podem exigir atenção especial.


A responsabilidade por esses valores depende da natureza da dívida e das circunstâncias jurídicas da aquisição.


Por isso, não basta perguntar ao vendedor se existem pendências. É necessário verificar os documentos e as informações disponíveis.


4. Regularidade da construção

Um imóvel pode possuir matrícula e, ainda assim, apresentar divergências entre a construção existente e a descrição registrada.


Ampliações não averbadas, ausência de documentos municipais exigíveis e diferenças de área são exemplos de situações que merecem investigação.


Dependendo do caso, poderá ser necessária a participação de engenheiro ou arquiteto.


Quais problemas a due diligence pode identificar?

A investigação pode revelar situações como:

  • Imóvel registrado em nome de pessoa diferente do vendedor;

  • Penhoras, indisponibilidades e outros ônus;

  • Divergências entre a área construída e a matrícula;

  • Pendências documentais em inventários ou partilhas;

  • Débitos e obrigações que podem afetar a negociação;

  • Riscos relacionados a processos judiciais envolvendo as partes.


A existência de uma pendência não significa, necessariamente, que a compra seja inviável.


Em algumas situações, o problema pode ser solucionado antes da assinatura. Em outras, poderá exigir garantias contratuais, alteração das condições negociais ou até a desistência da aquisição.


A due diligence garante uma compra sem riscos?

Não. Nenhuma investigação consegue eliminar todas as possibilidades de problemas futuros.


A finalidade da due diligence é identificar riscos juridicamente verificáveis, avaliar sua relevância e orientar a tomada de decisão.


Além disso, algumas informações podem depender de documentos fornecidos pelas partes, diligências complementares ou verificações técnicas específicas.


Uma análise adequada deve considerar as particularidades de cada imóvel e da operação pretendida.


Quando vale a pena realizar a due diligence imobiliária?

A análise preventiva é especialmente recomendável antes da assinatura de contratos de compra e venda, da aquisição de imóveis com pendências documentais e de negociações que envolvam situações jurídicas complexas.


Também pode ser útil para proprietários que desejam identificar irregularidades antes de vender, financiar ou transferir seu patrimônio.


O momento mais adequado é antes de assumir obrigações contratuais relevantes ou realizar pagamentos expressivos, sempre que possível.


Qual é o primeiro passo para analisar um imóvel?


O primeiro passo é reunir a matrícula atualizada e os documentos disponíveis sobre a propriedade e a negociação.


A partir dessas informações, será possível definir quais certidões, consultas e diligências complementares são necessárias.


O escritório Bueno & Oliveira Vergani – Sociedade de Advogadas, sediado em Cascavel/PR, atua em Direito Imobiliário e presta assessoria jurídica na análise documental, avaliação de riscos e regularização de imóveis.


Antes de comprar, é importante conhecer não apenas o imóvel, mas também os riscos jurídicos que podem acompanhar a aquisição.

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